* Honório de Medeiros
* honoriodemedeiros@gmail.com
* @honoriodemedeiros
Nesse imenso circo de horrores protagonizado pelas elites brasileiras, não há inocentes. Somente culpados. Raras, as exceções.
Nosso passado é duvidoso, nosso presente, trágico, e o futuro, incerto.
Se fôssemos uma construção, a base seria um equívoco, as
paredes, um descalabro, e o acabamento, um show de absurdos.
Às vezes penso que o processo civilizatório é uma ilusão.
Quando leio acerca da Grécia e Roma antigas, percebo nas peças teatrais, nos discursos que sobreviveram, na poesia de Hesíodo, por exemplo, esse mesmo “ambiente” no qual vivemos hoje.
A decadência de Atenas, Roma, do Império Britânico, dos Estados Unidos, da Europa. O que muda é o avanço tecnológico.
O homem e seus dilemas continuam os mesmos, com nomes diferentes.
"Toda a história do homem não é senão rebelião contra sua condição original, esforço para obter mais que os frutos postos ao alcançe de sua mão. A 'razia' é uma forma grosseira dessa rebelião e desse esforço. É, talvez, o mesmo instinto que inicialmente engendra a guerra e que pratica hoje a exploração econômica do globo. Em todo caso, parece claro que os mesmos povos que se destacaram pelo espírito de conquista são os principais autores da civilização material", disse-o Bertrand de Jouvenel no clássico "O Poder: história natural do seu crescimento".
É a história daqueles que dizem "Não" à humanidade. Daqueles que caminham pelo lado escuro do caminho.
Vivemos, pois, em um ‘loop” infinito.
É como uma maldição, a de Sísifo.
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