sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O RIO GRANDE DO NORTE NO TEMPO DOS CORONÉIS - III

 

Tertuliano Ayres Dias


* Honório de Medeiros


O FOGO DE PAU DOS FERROS, CONTINUAÇÃO...


Abaixo, a transcrição do depoimento de Tertuliano Ayres, o "Terto Ayres", participante da "Hecatombe de 1919", acerca do episódio, trinta e sete anos depois, a jornais da época, no Museu Histórico Lauro da Escóssia, em Mossoró, comprovando a deposição, à força das armas, do Coronel Joaquim Correia, pelo Coronel Adolpho Fernandes, uma prática quiçá importada do Cariri Cearense, onde era bastante comum por aquela época.

“Nos anos de 1907 a 1908 os pauferrenses, aqueles que se achavam em melhores condições financeiras, incentivados pelo Dr. Horácio Barreto e o Coronel Joaquim Correia, respectivamente Juiz de Direito e Chefe Político da localidade, resolveram comprar um instrumental para a organização de uma banda de música local”.

“A compra foi de 12 a 14 instrumentos, inclusive a pancadaria e o seu custo foi de um conto de réis e pouco. A referida corporação musical teve, porém, vida efêmera e a sua existência não chegou a dois anos". 

Extinta, porém, a banda de música, os instrumentos ficaram espalhados em mãos diversas dos que fizeram parte da banda, sem conservação, em completo abandono”.

“Eu também fiz parte da banda e em meu poder encontravam-se um ou dois instrumentos que estavam em bom estado de conservação, visto que gostava imensamente da arte musical e por este motivo jamais deixei de estudar música”.

“Em 1918 eu resolvi organizar uma nova corporação musical lançando, para isso, mão dos instrumentos abandonados, em conjunto com Horácio Bernardino, músico da antiga banda. Reunimos novos elementos, fiz-me professor de música. Dentro de alguns meses, estávamos com a banda formada”.

“A banda era composta por gente moça, solteiros e independentes, levando ali uma vida de festa, tocando por que gostávamos da arte e não como meio de vida. O Coronel Joaquim Correia era o Chefe Político de Pau dos Ferros e pessoa de muito prestígio. Nós, da banda de música, acompanhávamos a política do Coronel, com exceção de um único elemento”.

“O Governador do Estado era o Dr. Ferreira Chaves, a quem o Coronel acompanhava e para quem muito trabalhou em sua eleição".

"Encontrava-se em Natal o Dr. Horácio Barreto que, a chamado do Dr. Ferreira Chaves, ali ocupava um lugar de destaque no Governo do Estado”.

“Em Pau dos Ferros, a política fervia e o Coronel Adolpho Fernandes, juntamente com o Dr. Guilherme Lins, Francisco Dantas, Galdino de Carvalho e Mano Marcelino organizaram-se, chefiados em Natal pelo Dr. Horácio Barreto e o próprio Governador Ferreira Chaves, para derrubar o Coronel Joaquim Correia de qualquer maneira”.

“O prestígio do Coronel Correia, no entanto, em Pau dos Ferros, era grande, e destituí-lo por meio do voto popular seria muito difícil". 

"Nesse estado de coisas inesperadamente chegou a Pau dos Ferros o Tenente João Pedro com uma tropa de 10 soldados. Isso surpreendeu a todos por que lá já existia um destacamento suficiente para policiar a cidade".

"Causou estranheza, também, o fato de a tropa vinda não se aquartelar com o destacamento local, indo abrigar-se em uma residência, a de Marcelino Dantas, no centro da cidade. A chegada dessa tropa foi na segunda quinzena de Março”.

“Em fins de Março surgiu uma história: o partido do Coronel Adolpho Fernandes e Dr. Guilherme queria dividir o instrumental da banda de música em meu poder, uma vez que pessoas do citado partido tinham contribuído para sua compra". 

"Diante disso eu e outros ligados ao Coronel Correia procuramos fazer um levantamento dos que tinham contribuído para a compra dos instrumentos e, assim, encontramos, se não todos, mas quase, e a grande maioria, correligionários”.

“No dia 3 de abril por volta das três horas da tarde atravessava eu a rua quando vem ao meu encontro Adolpho Fernandes e me diz: ‘Terto, eu quero uma reunião em sua casa para tratarmos desse negócio da música’. Eu lhe perguntei: quando? Ele me respondeu: 'Daqui a pouco'. Eu lhe disse: 'sim, senhor'”.

“E por volta das três horas chegaram, em minha casa Adolpho Fernandes, Dr. Guilherme Lins, Francisco Dantas, Martiniano Papagaio e outros, todos pertencentes ao partido político do Dr. Horácio Barreto, por eles representados". 

"Convidei-os a entrar e sentarem-se”.

“Adolpho Fernandes expôs que aquele instrumental pertencia a várias pessoas e queria a divisão. Vi logo que o assunto era importante e que se tratava de política. Propus, então, chamar o Coronel Correia para tomar parte no assunto, no que fui atendido. Minutos depois chegava o Coronel Correia”.

“O Dr. Guilherme Lins, em tom severo, disse que estavam ali para dividirem os instrumentos da banda de música. Por sua vez, o Coronel Correia disse que sim, pois era um caso fácil de ser resolvido visto estar ali a lista dos contribuintes, e como instrumento era algo indivisível, propunha pagar a parte dos outros e ficava com eles, ou vice-versa”.

“A esta proposta o Dr. Guilherme, em tom alto, respondeu que aquilo era proposta para botocudo e não para ele, ao que o Coronel Correia retrucou: ‘não conheço outra forma, por se tratar de peças indivisíveis, mas sugiro que, neste caso, que o Senhor lance outra fórmula’. Nisto, Francisco Dantas interrompe dizendo que é para partir ao meio e o pedaço que lhe tocasse daria a um ferreiro para fazer solda”.

“Neste momento silenciaram todos, não havendo discussão, nem alteração dos ânimos, apenas silêncio, que foi interrompido por Martiniano Papagaio que, levantando-se, foi abrindo o palitó como que para puxar uma arma e, dirigindo-se ao Dr. Guilherme, disse: ‘É tempo, Dr.', e foi partindo para o Coronel Correia. Essas palavras eu as ouvi, pois estava bem próximo a Martiniano”.

“Outros, porém, confessaram que ouviram Martiniano completar a frase dizendo: ‘é tempo, Dr., não viemos para isto?’ E ao terminar as últimas palavras desfechou uma facada contra o Coronel Correia. Ao lado deste estava o Padre Galvão que se levantando ligeiramente deu com a mão no braço de Martiniano que empunhava a faca, desviando assim o golpe, ferindo-se levemente”.

“Tumultuou-se o ambiente.”

“Chico Bernardino, tabelião público e amigo do Coronel Correia, apanhou o chapéu que estava em cima de uma mesinha e foi saindo quando lhe surge Francisco Dantas interrompendo-lhe a passagem, com a mão dentro do palito em posição de puxar a faca ou uma outra arma. Eu, nessa ocasião, afastei Francisco Dantas, dizendo-lhe: 'você está doido, Dantas?'”.

“Entrei para um quarto ligado à sala, e quando passei pela segunda porta que daria para o corredor da sala, vi o barbeiro Cecílio deitado no chão. Martiniano tinha lhe rasgado o ventre com a faca, pois no momento em que partiu para o Coronel Correia os amigos deste lhe cercaram defendendo-o e Cecílio caiu, com o ventre rasgado, dizendo: ‘por este eu morro’”.

“Além do barbeiro, que teve morte imediata, sofreram ferimentos graves papai - José Ayres -, e Manuel Justino, genro do Coronel Correia, ferido por Martiniano".

"No momento desta carnificina meu irmão Paschoal Ayres viu quando papai foi furado por Martiniano e, não sei como, de posse de uma faquinha, que naquele tempo tinha o nome de salva-vidas, o atingiu. Logo que Martiniano recebeu a facada, retirou-se da casa. Penso mesmo que esta facada foi salvadora, pois sem ela Martiniano invadiria a casa a esfaquear quem encontrasse, desde que amigo do Coronel Correia”.

“Neste tumulto eu gritava chamando a polícia para nos garantir. Procurei entrar no interior da casa à procura de uma arma, com o fito de impedir que minha família fosse alcançada por aquela selvageria. A única arma que encontrei foi uma chaleira com água fervendo que estava no fogo para fazer café e oferecer aos presentes, velho costume do Sertão”.


CONTINUA...


* honoriodemedeiros@gmail.com
@honoriodemedeiros

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O RIO GRANDE DO NORTE NO TEMPO DOS CORONÉIS - II

 

Coronel Joaquim José Correia

* Honório de Medeiros


O FOGO DE PAU DOS FERRO, CONTINUAÇÃO...



“Ponderei que a nenhum dos contribuintes serviriam pedaços de instrumentos, ao que respondeu o Dr. Guilherme: ‘a nós serve’”.

“Fiz ainda outras propostas conciliadoras que não foram aceitas, repetindo o Sr. Doutor Guilherme: ‘só nos serve a divisão dos instrumentos, ainda que sejam em pedaços’”.
 
“Propoz meu amigo Joaquim de Hollanda que se depositasse o instrumental acrescentando eu: ‘pondo-se em hasta pública para se dividir o produto proporcionalmente à contribuição de cada um’”.

“Esta proposta também não foi aceita pelo Sr. Doutor Guilherme que, nessa ocasião, atirou-me palavras grosseiras, secundado nesse gesto pelo Sr. Adolpho Fernandes”.

“Em seguida levantou-se bruscamente o Sr. Martiniano Rego, e disse: ‘vamos Doutor Guilherme, já é tempo, não viemos para isso?’”

“E sacando uma formidável faca o mesmo Martiniano arremessou contra mim, sendo o golpe recebido por Cecílio Nascimento que tomou a minha frente caindo morto instantaneamente”.

“Nessa ocasião o Sr. Francisco Dantas de Araújo, atirando-me uma punhalada, foi ela atingir o meu genro Manoel Justino que igualmente tinha se atravessado na minha frente, procurando livrar-me”.

“Logo após o Sr. Lindolpho Noronha sacando uma pistola para atirar em mim, foi esta arma arrebatada pelo Sr. Francisco Olívio”.

“A esse tempo, vendo o meu genro Manoel Justino que deitava golfadas de sangue pela boca, entrando para o interior da casa procurei segui-lo alcançando-o já cambaleando para cair gravemente ferido”.

“Quando examinava o ferimento do meu referido genro, ouvi uma voz que dizia: ‘José Ayres está muito ferido; corri então ao encontro desse amigo, e na ocasião em que examinava o seu ferimento, chegou o Dr. Régulo Tinôco, Juiz de Direito da Comarca, e me convidou para uma conferência em sua casa, ao que aquiescendo lhe respondi: ‘estou às suas ordens, Sr. Doutor, mas V.Excia. me garante a vida’”.
 
“Está garantida, respondeu o Doutor”.

“Então demo-nos os braços procurando sair; ao chegar à porta da frente, nos separamos, e quando transpunha o batente da porta, disse o Delegado de Polícia para a força postada à frente da casa: ‘é este o homem’, e os soldados foram apontando os rifles contra mim, não tendo porém feito o disparo por que o Sr. Doutor Régulo Tinoco, em tempo, falou: ‘Coronel Correia vai garantido por mim que sou o Juiz de Direito da Comarca’”.


“Chegando à casa do Sr. Doutor Régulo, onde demorei-me alguns minutos, ali soube que a minha neta Elysa Correia tinha sido baleada pela força pública comandada pelo Tenente João Pedro, e que Paschoal Ayres havia sido assassinado pela mesma força, que sobre ele atirara de rifle”.

“Em vista destas notícias, estando o Doutor Régulo ocupado, disse-lhe que, precisando tomar providências a respeito de pessoas amigas e de minha família gravemente feridas, e outros detidos na cadeia pública, conforme acabava de saber, pedia-lhe licença para aquele fim, caso a conferência pudesse ser adiada, assegurando-lhe então que, à qualquer hora que ele julgasse desocupado, poderia mandar me chamar, que prontamente seria atendido”.

“Minutos depois fui novamente à casa do Sr. Doutor Régulo, atendendo o chamado de Sua Excelência por um praça da força pública, ali demorando-me alguns momentos, e como o Dr. Régulo me disse que estava muito ocupado, me retirei, voltando para minha casa onde, apenas chegado, falava-me, à porta, o Doutor Régulo, acompanhado do Delegado de Polícia Marcellino Onofre de Macedo e do Tenente João Pedro, comandante da força pública”.

“Recebendo-os, e quando lhes dava entrada em minha casa, disse-me o Doutor Régulo que tendo a polícia denúncia de se achar a minha casa cheia de armas e munições, vinha varejá-la, constando mais tarde que o Doutor Régulo fora acompanhando a polícia por consideração com a minha pessoa”.

“Efetivamente o Doutor Régulo não tomou parte no varejamento da casa tendo ficado sentado na sala de visita em companhia de meu genro Antônio Justino”.

“Varejada a casa com a mais rigorosa vigilância e cuidadoso exame pelo Delegado de Polícia e o Tenente João Pedro, e já ao saírem para a sala de visitas, eu disse: ‘os senhores já varejaram todos os compartimentos da casa na parte térrea, mas ainda falta o sótão que não foi visto. E apesar dos mesmos se recusarem a visitar esse departamento, alegando-me que não havia armamento em minha casa, eu insisti em conduzi-lo ao sótão, onde subindo apenas o Delegado, lá encontrou dois rifles velhos desmantelados e enferrujados, onde se deposita todos os móveis imprestáveis em minha aludida casa’”.

“Eis aí o histórico dos desgraçados fatos do dia e de Abril”.

“Disse o ‘Mossoroense’ que ‘Paschoal Ayres foi quem iniciou a sangueira de Pau dos Ferros, apunhalando o Sr. Martiniano Rego’. Paschoal Ayres, só depois que viu Martiniano Rego apunhalar seu pai José Ayres podendo adquirir, no momento da catástrofe, uma faca salva-vida, desta fez uso em legítima defesa, ferindo o mesmo Martiniano.”

“Disse ainda o ‘Mossoroense’ que ‘a morte de Paschoal Ayres resultou de um tiroteio havido entre as hostes aguerridas do Correismo e a força pública que procurando manter a ordem, foi recebida a tiros de rifles”.

“Ora, como se acreditar que os meus amigos, dentro da casa de José Ayres, tivessem feito fogo contra a força pública, quando eles de armas tinham as unhas e a boca para pedir socorro e garantia de vida?”

“E se tivessem essas armas, presos que foram imediatamente à hecatombe, por que a força pública e o criminoso Delegado de Polícia não as apreenderam? Onde estavam essas armas? Não foram, logo após os crimes, varejadas as casas de José Ayres e a minha? Quais as armas encontradas?”

“A morte de Paschoal Ayres deu-se do seguinte modo: quando a força pública que, sob o comando do Tenente João Pedro, atirava de rifle sobre a casa de José Ayres, a invadiu, a família deste procurou abrigar-se em um quarto da mesma casa para se livrar das balas; desse quarto pôde Paschoal, pulando uma janela que dava para o quintal da casa, correr completamente desarmado, sendo perseguido pelos praças que continuaram a atirar contra o mesmo até que, a uma certa distância, um dos projéteis o atingiu, deitando-o por terra, onde veio a falecer poucos momentos depois”.

“Houve tiroteio, é verdade, mas somente da força pública contra uma família mansa, pacífica e de bons costumes, não tendo sido ela assassinada por um milagre da providência.”

“Disse mais o ‘Mossoroense’ que ‘a outra morte e outros ferimentos de parte a parte, foram conseqüências da luta travada dentro de casa, onde diversos amigos meus, bem armados, atiravam com premeditada atenção’".

“Santo Deus! Quanta miséria!”

“Cecílio do Nascimento quando caiu vítima da facada que lhe vibrou Martiniano Rego, não estava armado. Paschoal Ayres, quando caiu assassinado pela bala de rifle da força pública, estava completamente desarmado, pois a faca que ele adquirira na ocasião da carnificina já lhe havia sido tomada por um membro da família. Com Manoel Justino, apunhalado por Francisco Dantas de Araújo, não foi encontrada arma de espécie alguma. José Ayres, ferido por Martiniano Rego e preso, não tinha arma. Tertuliano Ayres, Tertuliano Primo, filho e genro de José Ayres e Pedro Correia, meu neto, presos juntamente com José Ayres e recolhidos à cadeia, não tinham armas”.

“Onde, pois, estavam essas armas?”

“Por que não disse ‘O Mossoroense’ que os únicos armados de facas, punhais, revólveres, pistolas e rifles eram os criminosos apontados e a força pública ali destacada sob o comando do Tenente João Pedro e a serviço deles?”

“Por que não disse que os que ali foram com premeditada intenção de praticar aqueles crimes são os Srs. Adolpho Fernandes, armado de revólver, Doutor Guilherme Lins, armado de revólver, tanto assim que quando correu sofreu uma queda no meio da rua caindo-lhe, igualmente da mão o revólver, Galdino de Carvalho, de revólver, Francisco Dantas de Araújo de punhal e revólver, o mesmo que apunhalou Manoel Justino, Lindolpho Noronha de pistola que foi tomada pelo Sr. Francisco Olívio, quando aquele procurava atirar contra mim, Martiniano Rego de faca, com a qual assassinou o infeliz Cecílio quando este procurava livrar-me da facada que o dito Martiniano tentou vibrar-me, e com a mesma ainda feriu José Ayres, gravemente no ventre”.

“Por que ‘O Mossoroense’ não diz que a casa do Sr. Galdino de Carvalho era um verdadeiro arsenal onde encontravam dezenas de rifles e munição para mais de dois mil cartuchos, e para onde todos os criminosos corriam dando assim lugar a que a força pública pudesse alvejar os meus amigos, sem o risco de atingir a qualquer deles criminosos?”

“Está aí a realidade dos fatos criminosos do dia 3 de abril, premeditados e ajustados que ao ‘Mossoroense’ não convinha dizer, sobre os quais até hoje nenhuma providência se conhece no sentido de serem punidos os criminosos, continuando alguns dos mesmo, a ostentarem, em pleno mercado público, em dias de feiras, armas, e a repetirem a ameaça terrorista de que se eu a Pau dos Ferros voltar, me tirarão para sempre a vida”.

“Natal, 13 de junho de 1919”

“JOAQUIM CORREIA”

Segundo informação do Professor João Bosco Queiroz Fernandes na obra mencionada, não foi possível encontrar a edição do jornal O Mossoroense que publicou editorial acusando o Coronel Joaquim Correia de causador da “Hecatombe de 1919”, motivando sua resposta, intitulada “Sucessos de Pau dos Ferros”, com transcrição acima apresentada.

Ao que consta a edição desapareceu.

Há indícios, segundo o professor, de que a péssima repercussão do Editorial originou seu desaparecimento.

CONTINUA...