Altar da Igreja Matriz de Pau dos Ferros no século XIX
* Honório de Medeiros
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O Coronel Adolpho José Fernandes, conhecido por "Sinhô", foi o primeiro filho do casal Capitão Childerico Fernandes de Queirós (filho do Tenente Coronel José Fernandes de Sá) e Guilhermina Fernandes Maia (por sua vez filha de Diogo Alves Fernandes Maia e Crizolina Fernandes Maia).
Casou-se com Primitiva Tecla Fernandes (filha de Antônio Vicente Chaves e Maria Gomes de Amorim).
Deixou os seguintes filhos: Elísio Fernandes, casado com Maria de Lourdes Fernandes; Alfredo Fernandes; Marcionila Fernandes, casada com Florêncio Valamira Rêgo; Childerico José Fernandes Filho, casado com Honorina Fernandes; Maria Fernandes Ferreira, casada com João Tomás Ferreira; e Joana Fernandes Ribeiro, casada com Rufino Martins Ribeiro, o Capitão Rufino da "Maniçoba".
O Coronel Adolpho José foi deputado estadual em duas legislaturas, enquanto chefe político de de grande prestígio em seu tempo (início do século XX), no município de Pau dos Ferros, RN.
Foi o último Intendente de Pau dos Ferros, governando-o de 1 de janeiro de 1920 a 1 de janeiro de 2029. Foi o sétimo e último Intendente antes da mudança do título do cargo para "Prefeito Constitucional".
Grande protagonista de um dos episódios mais importantes da história da cidade e Região, ocorrido em 1919 quando, liderando sua família e aliados, enfrentou e expulsou de Pau dos Ferros, o então chefe político local, Coronel Joaquim Correia, que após o conflito armado, no qual morreram duas pessoas, nunca mas voltou à cidade.
Esse episódio permitiu a consolidação e ascensão da família Fernandes na Região e Rio Grande do Norte. Sua gestão foi caracterizada pelo exercício do poder aos moldes do coronelismo, centralização política e uma forte teia de alianças oligárquicas regionais.
Governou sem oposição interna expressiva, estabelecendo um domínio político calcado em decisões que atendiam aos interesses de sua família e aliados, firmemente sintonizado com seu parente e correligionário Rodolpho Fernandes, líder político de Mossoró, RN. Juntos, criaram um corredor de influência dos Fernandes que se estendia de Mossoró até a fronteira com a Paraíba e Ceará.
Tinha respaldo dos governadores Joaquim Ferreira Chaves e, depois, José Augusto Bezerra de Medeiros, que garantiam nomeações e proteção policial.
Residia em sua propriedade "Dois Irmãos", quando faleceu.

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