sexta-feira, 4 de setembro de 2026
O PODER POLÍTICO E A RAZÃO ASTUTA
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
DO HOMEM
Assim é a rede social: uma praça virtual semelhante às das cidades do interior, onde a vida de cada um e de todos é passada a limpo todos os dias.
Continuo crendo que o homem não mudou nada com o passar dos anos, desde a era da caça e coleta..
Antes, andávamos a pé ou em cima de animais, hoje viajamos de avião; antes, comunicavamo-nos aos grunhidos, hoje via internet; o homem, entretanto, continua o mesmo, talvez muito pior: está mais fragmentado, mais cheio de ódio, rancor e ressentimento.
Não sua, destila fel.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
VIVEMOS EM UM "LOOP" INFINITO
* Honório de Medeiros
* honoriodemedeiros@gmail.com
* @honoriodemedeiros
Nesse imenso circo de horrores protagonizado pelas elites brasileiras, não há inocentes. Somente culpados. Raras, as exceções.
Nosso passado é duvidoso, nosso presente, trágico, e o futuro, incerto.
Se fôssemos uma construção, a base seria um equívoco, as
paredes, um descalabro, e o acabamento, um show de absurdos.
Às vezes penso que o processo civilizatório é uma ilusão.
Quando leio acerca da Grécia e Roma antigas, percebo nas peças teatrais, nos discursos que sobreviveram, na poesia de Hesíodo, por exemplo, esse mesmo “ambiente” no qual vivemos hoje.
A decadência de Atenas, Roma, do Império Britânico, dos Estados Unidos, da Europa. O que muda é o avanço tecnológico.
O homem e seus dilemas continuam os mesmos, com nomes diferentes.
"Toda a história do homem não é senão rebelião contra sua condição original, esforço para obter mais que os frutos postos ao alcançe de sua mão. A 'razia' é uma forma grosseira dessa rebelião e desse esforço. É, talvez, o mesmo instinto que inicialmente engendra a guerra e que pratica hoje a exploração econômica do globo. Em todo caso, parece claro que os mesmos povos que se destacaram pelo espírito de conquista são os principais autores da civilização material", disse-o Bertrand de Jouvenel no clássico "O Poder: história natural do seu crescimento".
É a história daqueles que dizem "Não" à humanidade. Daqueles que caminham pelo lado escuro do caminho.
Vivemos, pois, em um ‘loop” infinito.
É como uma maldição, a de Sísifo.
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
ENSAIO ACERCA DA HISTÓRIA DA ROUPA E DA MODA POTIGUAR SERÁ LANÇADA EM BREVE
O jornalista e escritor Gustavo Sobral se debruça sobre a história da roupa e da moda no Rio Grande do Norte para produzir um ensaio informativo
A historiografia potiguar ganha um novo e inédito capítulo com a finalização do manuscrito do novo livro do jornalista e escritor Gustavo Sobral. Conhecido por sua extensa produção sobre assuntos do Rio Grande do Norte, o autor concluiu o texto de História da roupa e da moda no Rio Grande do Norte.
A obra apresenta-se como a primeira tentativa organizada de mapear de forma ampla o vestuário potiguar. Sobral mergulhou em relatos, livros de história, memórias locais e anúncios de jornal e o resultado é um ensaio fluido que revela o ato de se vestir no Rio Grande do Norte.
Do litoral ao sertão, Sobral atravessa séculos, passa pelos retratos de Eckhout e Post, e mostra como sofriam os soldados holandeses para se vestir. Esbarra com a vestimenta do sertanejo e encontra o surgimento da moda no Rio Grande do Norte: o Centro Elegante, alfaiates em ação, saias balão, e até um manequim na vitrine. Terá sido o primeiro?
O que move Sobral é a tarefa de contar. Não foi diferente quando escreveu sobre a arquitetura moderna potiguar ou quando resolveu registrar a história do jornalismo ou escrever a história de Natal. São mais de 40 livros publicados, tudo disponível no seu site pessoal gustavosobral.com.br
A indústria do vestuário e da moda é crescente no RN, ao lançar luz sobre as origens desse circuito através de seu novo livro, Gustavo Sobral mostra a quem faz roupa e moda hoje como se fez roupa e moda no passado e escreve a primeira história da moda potiguar.
Veja mais em gustavosobral.com.br
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
TENENTE-CORONEL CHILDERICO JOSÉ FERNANDES DE QUEIRÓZ FILHO, O "GUERREIRO DO YACO" (VII)
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
O CAPITÃO CHILDERICO JOSÉ FERNANDES DE QUEIRÓZ (VI)
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
O QUE LEVA OS JOVENS AO CRIME
* Honório de Medeiros
Em 13 de outubro de 2012 escrevi, e postei, em meu blog (honoriodemedeiros.blogspot.com), um artigo cujo título é “O que leva o jovem ao crime?”
Nele eu dizia o seguinte:
“Uma das consequências possíveis relacionadas com a teoria da Antropóloga Alba Zaluar, Coordenadora do NUPEVI (Núcleo de Pesquisa das Violências), ligado ao Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, de que apenas a pobreza e a desigualdade social não explicam a ida de jovens para a criminalidade, é dar razão ao senso comum do povo quando clama pelo endurecimento da legislação penal.
A teoria, exposta em matéria assinada pelo jornalista Antônio Góis, da sucursal da Folha de São Paulo no Rio de Janeiro, apresenta como uma das causas do envolvimento de jovens com a violência a estrutura cultural que induz o surgimento do que ela chamou de ‘etos da hipermasculinidade’, ou seja, trocando em miúdos, ‘a busca do reconhecimento por meio da imposição do medo’.
É algo decorrente da chamada ‘cultura machista’: os filhos homens são criados em ambientes que reproduzem condutas herdadas de desrespeito sistemático às mulheres, aos homossexuais, aos negros, às minorias, e a valorização direta ou subliminar dos ícones da masculinidade distorcida: a música, a tradição oral, o lazer, a literatura, a própria postura passiva das minorias contribuem para a construção desse perfil medíocre e ameaçador.
A antropóloga lembra que ‘se a desigualdade explicasse a violência, todos os jovens pobres entrariam para o tráfico. Fizemos um levantamento na Cidade de Deus (conjunto habitacional favelizado na zona Oeste do Rio de Janeiro) e concluímos que apenas 2% da população de lá está envolvida com o crime’.
É outra comprovação científica que respalda o senso comum: se apenas a pobreza fosse passaporte para o crime, não haveria Sociedade da forma como conhecemos. Melhor, não haveria tantos ricos criminosos.
De posse do trabalho apresentado por Alba Zaluar talvez pudéssemos pelo menos iniciar a discussão em torno da ampliação das penas no Brasil.
Quem sabe instaurarmos a prisão perpétua: não outra punição merece uma quadrilha de assaltantes recentemente presa em São Paulo, todos na faixa dos vinte anos, especializados em condomínios, que se tornaram conhecidos por torturarem suas vítimas, fossem elas novas ou idosas.
Prisão perpétua com alimentação, saúde, lazer, tudo pago com trabalho – há tantas estradas para ajeitarmos, Brasil afora, tanta terra para ser arada...
E o maior empecilho, para aumentarmos a dosagem das penas no nosso país, para criarmos a prisão perpétua, é exatamente esse remorso social – quando não é a defesa em causa própria, como por exemplo, o caso dos nossos congressistas, grande parte respondendo algum tipo de processo – hipócrita que nos corrói a capacidade de enxergar o óbvio agora corroborado cientificamente.
Sempre achamos, segmentos da elite, que a criminalidade tinha ligação direta com a pobreza. Recusávamo-nos a perceber, com o povão, que sofre nas mãos da delinquência e nas mãos da polícia, que não era assim, afinal não se justifica que haja tortura e morte desnecessária em cada assalto realizado: a crueldade é um ritual de passagem na hierarquia do crime, dependente da admiração dos companheiros; quanto mais cruel, mais admirado, quantos mais homicídios, mais enaltecido.
Agora é tempo de ir atrás do prejuízo antes que seja tarde demais: contamos nos dedos as casas e condomínios onde não há cerca elétrica e cães, isolamento e medo.
Fazemos de conta que não há guerra civil em São Paulo e Rio de Janeiro. Iludimo-nos pensando que o Estado é soberano em algumas áreas das grandes cidades do Brasil”.
Em 13 de junho de 2014, voltei ao tema, novamente em meu blog:
“Diferente da corrente majoritária hoje nas análises sociológicas acerca
das causas da criminalidade e suas consequências, defendo uma abordagem, acerca
do tema, de caráter darwinista.
Ou seja, penso que está mais que no tempo de
superar a falida postura de atribuir às condições sociais, à pobreza, por assim
dizer, o surgimento da criminalidade.
A pobreza não é causa, é um dos ambientes do
surgimento da criminalidade. Para o senso comum, principalmente o brasileiro, é
fácil entender essa hipótese: basta acompanhar, diariamente, o noticiário
acerca da corrupção.
Existe uma lógica perversa, típica, por trás da
difusão e aprofundamento dessa manobra diversionista que é atribuir á pobreza o
surgimento da criminalidade. É uma lógica de gueto, secessionista, da qual se
apropriam os interessados em usufruir da confusão que ela origina.
Em relação ao reconhecimento desse ‘ethos da
hipermasculinidade’, ou seja, trocando em miúdos, ‘a busca do reconhecimento
por meio da imposição do medo’, a literatura também se manifesta, mesmo que
obliquamente, no sentido de reconhecê-la como uma das causas da criminalidade.
Leiam atentamente o trecho a seguir, pinçado de 'Maigret
Hesita', do genial Georges Simenon, escrito em 1968:
‘É provável que lá também encontrasse um pobre sujeito que havia realmente matado porque não podia agir de outro modo, ou então um jovem delinquente de Pigalle, recém-chegado de Marselha ou da Córsega, que eliminara um rival para se fazer crer que era um homem’.”
Aí está o senso comum e a literatura mais uma vez mostrando, de forma inequívoca, por qual razão podem e devem essas questões serem pontos-de-partida para o conhecimento da criminalidade.
* https://honoriodemedeiros.blogspot.com/2012/10/o-que-leva-o-jovem-ao-crime.html
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
O MAJOR EPIPHANIO JOSÉ FERNANDES DE QUEIRÓZ E SÁ E O CÔNEGO BERNARDINO JOSÉ DE QUEIRÓZ E SÁ (V)
* Honório de Medeiros
* honoriodemedeiros@gmail.com
* @honoriodemedeiros
sábado, 1 de agosto de 2026
A SAGA DOS FERNANDES DE QUEIRÓZ DO OESTE E ALTO OESTE POTIGUAR (IV): O TENENTE-CORONEL JOSÉ FERNANDES DE QUEIRÓZ E SÁ
Domingos casou-se com Maria José do Sacramento, filha de Mathias Fernandes Ribeiro, e tiveram, dentre outros filhos, o Cônego Pedro Fernandes de Queirós, deputado provincial em três legislaturas[1] (1835/1837, 1838/1840, 1845/1847), que faleceu em Pernambuco, no ano de 1875, assim como o Tenente-Coronel de Batalhão José Fernandes de Queirós e Sá.
A "Casa de Pedra" aludida é o famoso esconderijo do lendário Jesuíno Brilhante, o primeiro dos grandes cangaceiros.
Essas denominações locais de nortistas e sulistas, ou saquaremas e luzias, como também eram usadas, não significavam, todavia, organizações homogêneas. Com programas semelhantes e processos idênticos, não possuíam nenhuma característica fundamental.
A atuação política dos mesmos estendeu-se até 1853, quando começaram a desaparecer, após a política de conciliação. As denominações locais passaram, então, para a denominação de partidos Conservador (originado do Nortista) e Liberal (originado do Sulista), que se mantiveram até a queda do Império.
Do seu casamento com Joanna Gomes de Amorim, filha do Coronel Agostinho Fernandes de Queirós e irmã de Margarida Gomes da Silveira, esposa do Tenente-Coronel José Fernandes de Queirós, nasceram, dentre outros, o Major Epiphanio José Fernandes de Queirós (o “Major Epifânio”), falecido em Pau dos Ferros, aos 8 de dezembro de 1884, e o Cônego Bernardino José de Queirós e Sá, acerca de quem trataremos em crônicas próximas, juntamente com Childerico José Fernandes de Queirós, deles primo legítimo.
