sábado, 17 de outubro de 2026
ENSAIOS JURÍDICOS, OBRAS LITERÁRIAS E PESQUISAS ACERCA DO CANGACEIRISMO E CORONELISMO, ONDE ENCONTRAR
domingo, 11 de outubro de 2026
A SAGA DOS FERNANDES DE QUEIRÓS DO OESTE E ALTO OESTE POTIGUAR: O CORONEL ADOLPHO JOSÉ FERNANDES (VIII)
terça-feira, 6 de outubro de 2026
DESCANSE EM PAZ, AMIGO
Descanse em paz, amigo Luiz Fernando Pereira de Melo.
Você deixará saudade, admiração e respeito.
Embora tendo lhe conhecido há pouco tempo, foi suficiente para compreender a importância do seu trabalho como escritor e genealogista.
Seus livros estão e permanecerão, na minha pequena biblioteca, ao lado dos seus pares, os indispensáveis, com os quais muito aprendi.
Considero uma honra ter prefaciado um livro seu.
Lamento muito sua partida.
Até um dia.
Natal, 6 de outubro de 2026.
Honório de Medeiros.
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
QUANDO UM HOMEM SE RETIRA
Seu Antônio de Maria decidiu se retirar aos setenta.
Enfastiou-se, disse-me ele. "Fiz o que podia fazer". "Agora vou cuidar de mim".
Recusou-se a sair de casa, a não ser muito raramente, se lhe dava na telha, como quando foi assistir um sermão do pároco recém-chegado, de quem diziam maravilhas como pregador.
Perguntei sua opinião. "É, fala bem; mas não diz nada".
Dava longas caminhadas por veredas ignoradas e desertas, serra abaixo e acima, nas madrugadas, sempre desestimulando aproximações em busca de conversa.
Contratou uma senhora já passada nos anos para cuidar da casa e da comida, a quem exigiu limpeza, silêncio, honestidade e distância.
Em troca pagava-lhe tudo que a lei mandava.
Botava a cadeira na calçada às cinco da tarde, à sombra da cajaraneira, para ouvir os sabiás, e a tirava às oito, nas horas mortas.
Era a deixa. As visitas debandavam, depois de visitarem o bule de café, comerem bolacha preta e assuntarem acerca das coisas do mundo, isso, aquilo e aquiloutro.
João, o único filho, batia ponto todo dia. Um dia perguntei por que não o levava para morar com ele. "O senhor não calcula o carão que eu levei, no dia, mas José, meu filho, vai com ele para cima e para baixo, até mesmo de madrugada.
"Conversam o quê?" "Um dia perguntei a José. Ele me disse que era sobre as coisas do mundo. E mais não disse, mesmo quando lhe ofereci uma garrafa de cajuína para o lanche".
Seu Antônio tomara o hábito de escrever uns "garranchos" no caderno preto que trouxera da última viagem que fizera. Não quis me mostrar.
"É uma ruma de besteira. Já tem muito papel escrito mundo afora."
Contei-lhe do costume dos hindus de saírem pelo mundo quando chegava o outono de suas vidas, cajado à mão, em busca da paz interior, sem nada além de uma tigela na qual comiam o que lhe davam pelo caminho.
"Cada um sabe onde lhe aperta o sapato, mas o mundo é o mesmo em todos os cantos". "Tudo é igual de forma diferente".
E estendeu a mão, à guisa de despedida, sem sequer me chamar para o cuscuz com ovo e queijo de qualho assado, seguido da qualhada com rapadura.
E lá fui eu, pelos caminhos do Sítio Volta, matutando acerca da inteligência de Seu Antônio, enquanto a noite agasalhava as casas e os bichos, e as estrelas brilhavam na escuridão do céu mais lindo que os meus olhos já viram.
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
STF: DE USINAS DO MAL E LAMPEDUSA
O ex-ministro Luís Roberto Barroso, do STF, certa vez concedeu deu uma entrevista na qual afirmou que "o sistema político brasileiro é uma usina do mal".
O ex-ministro parece não saber o que é "sistema", tampouco "política", ou estava fazendo jogo-de-cena.
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
UM IDEAL DE CIVILIZAÇÃO
* Honório de Medeiros
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
O PODER POLÍTICO E A RAZÃO ASTUTA
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
DO HOMEM
Assim é a rede social: uma praça virtual semelhante às das cidades do interior, onde a vida de cada um e de todos é passada a limpo todos os dias.
Continuo crendo que o homem não mudou nada com o passar dos anos, desde a era da caça e coleta..
Antes, andávamos a pé ou em cima de animais, hoje viajamos de avião; antes, comunicavamo-nos aos grunhidos, hoje via internet; o homem, entretanto, continua o mesmo, talvez muito pior: está mais fragmentado, mais cheio de ódio, rancor e ressentimento.
Não sua, destila fel.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
VIVEMOS EM UM "LOOP" INFINITO
* Honório de Medeiros
* honoriodemedeiros@gmail.com
* @honoriodemedeiros
Nesse imenso circo de horrores protagonizado pelas elites brasileiras, não há inocentes. Somente culpados. Raras, as exceções.
Nosso passado é duvidoso, nosso presente, trágico, e o futuro, incerto.
Se fôssemos uma construção, a base seria um equívoco, as
paredes, um descalabro, e o acabamento, um show de absurdos.
Às vezes penso que o processo civilizatório é uma ilusão.
Quando leio acerca da Grécia e Roma antigas, percebo nas peças teatrais, nos discursos que sobreviveram, na poesia de Hesíodo, por exemplo, esse mesmo “ambiente” no qual vivemos hoje.
A decadência de Atenas, Roma, do Império Britânico, dos Estados Unidos, da Europa. O que muda é o avanço tecnológico.
O homem e seus dilemas continuam os mesmos, com nomes diferentes.
"Toda a história do homem não é senão rebelião contra sua condição original, esforço para obter mais que os frutos postos ao alcançe de sua mão. A 'razia' é uma forma grosseira dessa rebelião e desse esforço. É, talvez, o mesmo instinto que inicialmente engendra a guerra e que pratica hoje a exploração econômica do globo. Em todo caso, parece claro que os mesmos povos que se destacaram pelo espírito de conquista são os principais autores da civilização material", disse-o Bertrand de Jouvenel no clássico "O Poder: história natural do seu crescimento".
É a história daqueles que dizem "Não" à humanidade. Daqueles que caminham pelo lado escuro do caminho.
Vivemos, pois, em um ‘loop” infinito.
É como uma maldição, a de Sísifo.
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
ENSAIO ACERCA DA HISTÓRIA DA ROUPA E DA MODA POTIGUAR SERÁ LANÇADA EM BREVE
O jornalista e escritor Gustavo Sobral se debruça sobre a história da roupa e da moda no Rio Grande do Norte para produzir um ensaio informativo
A historiografia potiguar ganha um novo e inédito capítulo com a finalização do manuscrito do novo livro do jornalista e escritor Gustavo Sobral. Conhecido por sua extensa produção sobre assuntos do Rio Grande do Norte, o autor concluiu o texto de História da roupa e da moda no Rio Grande do Norte.
A obra apresenta-se como a primeira tentativa organizada de mapear de forma ampla o vestuário potiguar. Sobral mergulhou em relatos, livros de história, memórias locais e anúncios de jornal e o resultado é um ensaio fluido que revela o ato de se vestir no Rio Grande do Norte.
Do litoral ao sertão, Sobral atravessa séculos, passa pelos retratos de Eckhout e Post, e mostra como sofriam os soldados holandeses para se vestir. Esbarra com a vestimenta do sertanejo e encontra o surgimento da moda no Rio Grande do Norte: o Centro Elegante, alfaiates em ação, saias balão, e até um manequim na vitrine. Terá sido o primeiro?
O que move Sobral é a tarefa de contar. Não foi diferente quando escreveu sobre a arquitetura moderna potiguar ou quando resolveu registrar a história do jornalismo ou escrever a história de Natal. São mais de 40 livros publicados, tudo disponível no seu site pessoal gustavosobral.com.br
A indústria do vestuário e da moda é crescente no RN, ao lançar luz sobre as origens desse circuito através de seu novo livro, Gustavo Sobral mostra a quem faz roupa e moda hoje como se fez roupa e moda no passado e escreve a primeira história da moda potiguar.
Veja mais em gustavosobral.com.br
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
TENENTE-CORONEL CHILDERICO JOSÉ FERNANDES DE QUEIRÓZ FILHO, O "GUERREIRO DO YACO" (VII)
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
O CAPITÃO CHILDERICO JOSÉ FERNANDES DE QUEIRÓZ (VI)



