sexta-feira, 8 de maio de 2020

O ESTADO ALGOZ

* Honório de Medeiros

Enquanto passam os dias, o Estado vai asfixiando lentamente cada individualidade, cada singularidade, promovendo os meios pelos quais sobrevive e cresce: o suor do nosso rosto, por exemplo, é levado para seus cofres, e quase nada recebemos como retorno, sem que adiante reclamar.

Ouvidos moucos.

Tão certo quanto a morte, somente o pagamento dos tributos. 

E cresce em uma espiral ascendente sem fim. Brotam ininterruptamente de suas entranhas legiões de policiais, auditores, fiscais, juízes, promotores, procuradores, guardas de trânsito, municipais, penitenciários, florestais, ferroviários, de portos, militares, agentes administrativos, tesoureiros, assessores, assessores dos assessores, barnabés de todo tipo e modelo.

O Estado comprime, esmaga, esmerilha, prende, sufoca, ameaça, reprime, mata, manipula, tortura, asfixia, bate, vigia...

É um pesadelo!

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